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Nesta quarta-feira, dia 10, quando Cássia Eller completaria 63 anos, a força de sua obra volta ao centro das atenções com uma sequência de lançamentos que reafirma a importância da artista na música brasileira. Mesmo mais de duas décadas após sua morte, em 2001, o impacto de Cássia continua a gerar novos projetos que aprofundam sua história, ampliam sua memória e renovam o diálogo com o público.
Entre as iniciativas anunciadas está o filme Cássia, uma produção de ficção autorizada pela viúva, Maria Eugênia, e pelo filho, Chico Chico. O longa terá direção de Diego Freitas, de Caramelo, e deve iniciar suas filmagens em 2026. A narrativa se concentrará na ascensão da cantora na década de 1990, período marcado por experimentação artística, conflitos internos e uma busca permanente por liberdade. A escolha da atriz que interpretará a protagonista ainda está em andamento.
Outra frente desse movimento de celebração é a literatura. O livro Eu queria ser Cássia Eller – Uma biografia, de Tom Cardoso, chega ao mercado com documentos inéditos e relatos que lançam luz sobre pressões da indústria fonográfica, batalhas pessoais e as decisões que moldaram sua trajetória. A obra reforça a complexidade de uma artista que sempre desafiou regras e esperava o mesmo de quem tentava moldá-la.
O legado de Cássia também ecoa no trabalho de seu filho, Chico Chico. Aos 32 anos, ele apresenta o álbum Let it burn – deixa arder, em que revisita afetos e histórias familiares. No disco, a faixa Two mother’s blues homenageia Cássia e Maria Eugênia, enquanto outra canção é dedicada ao baixista Tavinho Fialho, seu pai biológico.
A TV também se une às celebrações. Foi exibido nesta quarta o especial Luau MTV, que marcou a última aparição de Cássia em vida. Com apresentação de Sarah Oliveira, o programa reuniu Nando Reis, Os Garotin, Céu e Lan Lanh em releituras de clássicos da cantora. O conteúdo já está disponível na Pluto TV e no canal da Corona no YouTube desde o meio-dia.
A soma desses lançamentos confirma algo que o público já sabe há muito tempo: Cássia Eller permanece uma presença incontornável na cultura brasileira e continua encontrando novas maneiras de se manter viva na memória coletiva.


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